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06
mar
2018

Entrevista: Denise Rangel

Denise Rangel. A primeira vez que encontrei o Sturm und Drang (Tempestade e Paixão) foi nos tempos do Desabafo de Mãe. Iam os começos agitados da tal blogosfera e dei de cara com uma história dura: a morte de um filho. E com a protagonista dessa história, a Denise.

Quem diria que muitos anos depois seríamos resistência? Denise Rangel é um poço de sabedoria, doçura e força. Seria este um resumo das mulheres maduras? Não sei, mas ela é uma amiga querida, ponta firme e, como se diz? Engajada.

Denise engaja na vida e nas pessoas que lhe importam com tudo. É um mulherão. E pouco importa o que eu penso, hoje o espaço é dela.

Senhoras e senhores, Denise Rangel

Profissão e idade

Completei 60 anos! Ainda me sinto perplexa, porém feliz e agradecida, por me tornar sexagenária. Sou professora aposentada de Literatura e Língua Portuguesa. Considero-me blogueira há quase 13 anos, e Leitora-guia de Rodas de Leitura, minha paixão.

Quais são seus projetos mais queridos?

Sem dúvidas, o Roda de Leitura! Ainda tenho esperança de que mais pessoas se interessem por ler uma obra literária, em reuniões informais, com amigos, famílias, colegas de trabalho. Que as pessoas, além de comer, conversar, dançar, também leiam um texto bem interessante e conversem sobre qualquer assunto que ele possa provocar (provocação no texto é o que não vai faltar).

O que você faz na internet?

Costumo pensar que tenho o mundo na palma de minha mão. Resolvo quase tudo pelo computador ou pelo smartphone. Uso a internet para encomendar produtos e serviços. Pago contas online. Faço toda a administração do orçamento doméstico. Leio e respondo emails. Passo horas com a leitura de livros, no Kindle, e de blogs, em feeds. Pesquiso assuntos e produzo conteúdo em meus dois lindos blogs. Assisto a filmes e séries. Jogo HayDay horas a fio. Interajo um pouco no Instagram e no Twitter, e converso com amigos nos grupos do Telegram.

Qual é o seu maior sonho? (podem ser vários)

Há tempos eu tinha um sonho de ter meu próprio espaço cultural, para desenvolver projetos literários, rodas de leitura, palestras, cursos. Hoje eu estou ciente de que não tenho competência e habilidade para tal. Não tenho o menor tino para negócios. Então, abrir um café literário está fora de cogitação.

Mantenho, entretanto, um sonho extravagante. Quero viajar para uma cidade bem pitoresca, morar lá por um longo tempo, apreciar a natureza e a vida cultural. E, quem sabe, curtir algum café literário por lá.

Qual a sua maior decepção?

Devia ter me importado menos com problemas pequenos, complicado menos, trabalhado menos, passado mais tempo com meu filho, ter morrido de amor…

Quais as suas redes preferidas e por quê?

Amo os blogs e passo muito tempo lendo-os. Mas não há mais tanta interação como antes. Gosto do Instagram, porque lá, ainda se conversa um pouco. Sou viciada em ler Twittes, mas, não interajo quase nada. Parece que as pessoas conversam sozinhas. Ou eu é que sou esquisita. 🙂


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