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19
set
2011

Carros podem usar combustível feito com jornal


Os pesquisadores da Universidade de Tulane, nos Estados Unidos, encontraram um ótimo uso para o jornal. Sim, o velho jornal impresso poderá, talvez, em um futuro próximo ser transformado em biodiesel graças a uma bactéria recém-descoberta por lá, a TU-503. Como isso funciona? Esta nova cepa de bactérias produz butanol a partir de celulose!

“A celulose é um dos elementos orgânicos mais abundantes no mundo e transformá-la em combustível é um sonho”, avisa Harshad Velankar, um dos pós-doutorandos envolvidos na pesquisa, feita no Departamento de Biologia Molecular de Tulane. O laboratório encontrou esta cepa em dejetos (sim, fezes) de animais, cultivou-a e descobriu como produzir butanol com ela. Claro que os americanos já estão patenteando o processo.

A grande novidade, na verdade, é que a TU503 é a única bactéria capaz de produzir butanol na presença de oxigênio. As bactérias conhecidas que fazem isso são anaeróbias – ou seja, fazem isso longe do oxigênio – o que aumenta muito o custo de produção. Melhor ainda: o butanol é um biocombustível muito mais eficiente que o etanol (o nosso álcool combustível). Ele não exige motores convertidos, é menos corrosivo, pode ser transportado pelos oleodutos já instalados e é mais eficiente, o que diminui o consumo.

O líder da pesquisa, David Mullin, diz que além de reduzir os custos de produção do bio-butanol, a descoberta diminui os custos de produção e também as emissões de dióxido de carbono. Some-se a isso o impacto nos aterros – só nos Estados Unidos, ele estima 323 milhões de toneladas de celulose que podem ser reutilizadas para isso – e a conta fica mais que positiva para todo mundo.

Foto: ShinorekoEuro, CC-BY


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