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16
out
2011

Qual a sua comida de alma? BlogActionDay2011

bocas, bocas, foto minha, no Museu da Língua Portuguesa

Há muito tempo atrás, eu li que todos temos uma “comida de alma”. Se não me engano foi num livro da Nina Horta. Se estiver certa, foi com ele que aprendi a fazer uma das minhas comidas de alma, risoto de speck, receita do Saul Galvão. Que era um homem maravilhoso, apaixonado por comida. Como eu 😀

Um dos primeiros sintomas, sempre, de que algo não está bem é que fico sem fome – ou vontade de ir pro fogão. É tiro e queda: se não cozinho, algo vai mal no reino da Joaninha. Comida é tão especial que pelo menos um pãozinho hei de fazer uma vez por semana.

Divago. O tema do BlogActionDay 2011 é comida. Sim, eu podia falar das crianças de Biafra (ou qualquer outro canto da África, América do Sul ou roda o globo que está lá) que passam fome. Ou da questão dos agrotóxicos na comida nossa de todo dia. Eu quero mesmo é saber qual é a sua comida de alma, aquela que te acalma, te acolhe, te esquenta. Ou aquelas – eu tenho uma meia dúzia de receitas salva-vidas, que sempre me colocarão de volta aos eixos.

Tem o sanduba “bomba de colesterol” que aprendi com o ex-marido.

Tem o nhoque ao molho de carne da Ia (minha quinta avó, já falecida) que não volta mais – minha mãe copia bem, eu também sei fazer, mas não é a mesma coisa.

Tem o risoto de speck.

E também qualquer massa com molho parisiense (molho branco, ervilhas, presunto, peito de frango desfiado).

Quando estou triste, cabisbaixa, precisando de uma pausa, são estes pratos que me salvam, devolvem esperança às carnes e permitem que eu siga em frente. Comida de alma pode bem ser uma xícara de café com leite e a fatia de pão com manteiga. Não tem o menor problema. É a comida que te dá ânimo, te leva de volta para a sua casa, você mesmo. Todo mundo tem a sua.

E eu quero saber: qual é a sua comida de alma?

Agora, de posse desta informação valiosa, vamos nos aconchegar neste domingão e na nossa comida – ou na sua simples existência – e lembrar que alimento é valioso. E, a partir desta constatação óbvia e ululante, cuidar, com atenção e carinho, da qualidade do que colocamos boca adentro.

Vamos, neste dia de celebrar a comida, fazer um voto: que a nossa comida tenha só ingredientes que conhecemos – e compramos. Nada de segredos industriais, fórmulas secretas. Mais frutas, vegetais e comidas de vó, preparadas, de preferência, com ingredientes fresquinhos, de época. Por você, do jeito que você gosta, com o seu tempero.

Talvez, então, a gente volte a ser o povo saudável e com menos diabetes do tempo em que arroz e feijão eram diários na mesa dos brasileiros. Talvez, então, saibamos o quanto de açúcar, sal e gordura desnecessários as indústrias colocam em seus produtos. E a quantidade maligna de colorantes, cheiros falsos e soda cáustica que estão escondidos em cada prateleira.

Vamos voltar à comida de alma e resgatar o comer bem.

foto minha

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