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15
out
2008

Blog Action Day 08: contra a pobreza, mulheres!

Pesquisando para escrever este post, cheguei ao Relatório da Situação da População Mundial, feito pela ONU. Em 2007, eles indicam que a maior questão a ser enfrentada é o aumento da população urbana e, dentro disso, a questão da pobreza. Numa determinada altura, lá vem:

Os investimentos em educação e saúde, incluindo a saúde reprodutiva e o planejamento familiar voluntário, e o empoderamento das mulheres são a melhor forma de abordar o crescimento da população urbana.

Dar prioridade ao empoderamento das mulheres aumenta a saúde e o bem estar das famílias e das comunidades.

Lipstick Jungle - emboscada luluzinhacamp

Pois é. Mulheres. Aqui no Brasil, elas são a maioria dos chefes de família neste país. E o que a gente faz para melhorar a vida das mulheres? Aqui vão sugestõezinhas relativamente simples que podem ajudar muito, principalmente as de baixa renda:
1. Creches públicas disponíveis, bacanas, com horários “amigáveis”. Creche é artigo raro, principalmente na periferia de S. Paulo. Ela não só ajuda a criança a se desenvolver melhor, como dá sossego pra mãe trabalhar tranqüila. Nesta cidade, faltam creches, muitas creches.
Vejam o que encontrei no site da Prefeitura (notícia de junho de 2008):

Em 2005, havia 66 mil crianças, de até três anos, matriculadas nas creches. De lá para cá, houve um aumento de mais de 50% no número de atendimento, com mais de 100 mil crianças matriculadas.

Detalhe: se fala em déficit, mas número que é bom, ninguém conta. Quantas crianças vivem em São Paulo (região metropolitana)? Em 2000, segundo o IBGE, tínhamos 709.056 crianças entre 0 e 3 anos, 171.383 com 4 anos, 340.774 com 5 e 6 anos… soma total de crianças em idade pré-escolar: 1.221.213
Ah, tá, seu prefeito. O senhor vai atender perto de 1% da população infantil até o fim do ano… Tá lindo, né, gente? Detalhe: diz aquele textinho básico chamado constituição que isso é um dever do Estado e um direito do cidadão… diz.
(nota da blogueira: o link do IBGE não é possível… então vocês estão [email protected] para ver o censo da sua própria cidade lá no site…)
Detalhe: a gente tem que agradecer à gestão anterior (e ao Sergio Amadeu, que dela fez parte por um tempinho) por termos um site bacana e transparente desta grande cidade chamada São Paulo.

2. Centros de Atenção à Saúde da Mulher – Públicos! Gente! Na roda da blogagem do Outubro Rosa a gente percebe o quanto dinheiro pode fazer falta. A moça que me ajuda a manter a casa limpinha e cheirosa não consegue vaga para o exame de rotina. O que vai acontecer quando ela for quarentona e precisar de mamografia? Meses na fila pra conseguir exame. Então, a gente tem que ter clínica só pra gente – como tem vagão de trem, de metrô. E tem mais: as grávidas, estas santas, sempre passam na frente das “outras” (grávida não tem antônimo, já repararam?). Uma fila pras barrigudas, outra pras não-barrigudas, por favor.

Ah, o poder público municipal tem serviços ótimos: protege as mulheres vítima de violência… licença. A cidade cujo campo de influência vai até a Amazônia não cuida de suas cidadãs… preciso comentar?
Ah tem página para Proteção precoce ao câncer de mama também (boa, estamos no outubro rosa…) cujo serviço on-line dá erro!

3. Aulas sobre anticoncepção em todas as escolas, para crianças, adolescentes e adultas. Já que não querem liberar aborto, pelo menos ajudem a transmitir informação decentemente. Quem for impedida por religião-crença-whatever que seja dispensada da “aula”. Aulas divertidas, aliás, por favor. Que ninguém merece chatice…
Neste quesito, o site da prefeitura está de parabéns. Existe uma página de Atenção à Saúde da Mulher. Você clica em serviço on-line e vai direto para a página da Secretaria de Saúde, que comemora a vacinação contra rubéola… BAH!

Já está de ótimo tamanho. Se alguma empresa interessada em saúde da mulher tiver interesse em conversar com esta Joaninha aqui, estou às ordens. Tenho idéias, tenho equipe, tenho supervisão, inclusive. Vambora enricar o mundo – com saúde, educação e muita informação.

Foto: Luluzinhas no Luluzinha Camp por Marketing de Guerrilha

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