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07
out
2011

A questão do lixo no Brasil e no mundo

Waste Management, Berlin, por Karin-S, CC-BY-NC-NDFoto: Karin-S, CC-BY-NC-ND

O mundo gera, hoje, 30 bilhões de toneladas de resíduos. O lixo urbano, pasmem, é a menor parte desta equação, 2,5%. Pior: ao enviá-lo para aterros e não reciclar perdem-se montanhas de dinheiro. Aqui no Brasil, a estimativa é de prejuízo de R$ 8 bilhões, segundo o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

E a conta é conservadora. Em 1998, Sbetai Calderoni, autor do livro Os Bilhões Perdidos no Lixo, calculou os prejuízos em US$ 10 bilhões por ano. Segundo Maurício Waldman, o doutor em geografia que escreveu Lixo: Cenários e Desafios (Editora Cortez, 2010), enquanto o Brasil tem 3,06% da população mundial e 3,5% do PIB global, responde entre 5,5 e 6,9% do total mundial do lixo urbano.

As razões para isso são a exportação de commodities como minérios, grãos e carne. A mineração produz 38% do lixo mundial; pecuária e agricultura, 58%.

Eu e a Denise já falamos de como transformar nosso padrão de consumo o tempo inteiro. E agora teremos os números do professor Waldman para ajudar: apesar de todos os pesares – e com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, a lei do lixo, mais do que travando para ser implantada – as cidades brasileiras mandam para a compostagem apenas 2% do lixo orgânico e reciclam 13% do lixo seco. Pra se ter uma ideia, a Índia composta 65% de seu lixo orgânico!

O resultado prático disso é, por exemplo, a questão do metano aparecendo em terrenos em São Paulo. Sim, o metano é um dos subprodutos do lixo orgânico – e não existe se ele é compostado! Então não quero saber de comentários do tipo: eu sozinho não mudo nada. A sua composteira de apartamento protege, sim, o meio ambiente. O seu ato de separar e entregar lixo também. Acompanhe as nossas dicas e mude o mundo. Com toda a vontade de ser feliz – e deixar um planeta possível para os seus netos.
foto do destaque: woodleywonderworks, CC-BY

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