19
Nov
2008

Bicho de Rua: caso sério em dois atos

Para quem ainda não sabe, eu tenho gatos. Todos saídos ou bem do Centro de Controle de Zoonoses ou bem direto da rua. E faz tempo demais que não falo deste assunto.

Cachorros e gatos são seres magníficos. Dizem por aí que ajudam a reduzir o stress, trazem alegria. Mas há uma contrapartida: precisam de cuidados. Veterinário, banhos, vacinas, comida, atenção, carinho. Ao longo da história da civilização, eles se tornaram dependentes de nós. Cuidar bem é dever e obrigação de todo ser humano. Não é o que se vê nas ruas desta cidade (e todas as outras pelo mundo afora).

Cachorros e gatos abandonados, que dependem da Gatoca (mais conhecida como pudim em certos círculos) e seu círculo de colaboradores sempre a postos. Gatos em busca de um novo lar, que sem o Adote um Gatinho teriam nenhuma vida ou esperança. Cachorros e gatos do CCZ que sem o projeto de adoção implantado pela Cobasi do Ceasa jamais fariam carinhos ou estripulias novamente… A lista de mazelas da proteção animal é gigantesca.

Começa por uma providência simples, que garante bem-estar a todos os envolvidos, depois de vacinas e vermífugo: castração. #prontofalei. E agora começa o flame, eu já sei. E vou repetir até morrer: não castrar um animal é um ato de crueldade quase idêntico ou pior do que abandoná-lo na rua. Deixar a natureza agir livremente dá em superpopulação, muitos filhotes e… abandono. E só quem já viu/viveu o desespero de abrigos – em que há comida e um teto, higiene talvez, mas as dificuldades são gigantescas e o carinho nenhum – entende.

Bicho de RuaSe não entende, melhor dar uma olhada na exposição Bicho de Rua, que abre na quinta-feira. Carolina Leipnitz, Ivânia Trento, Eduardo Wagner Costa, Aline Gobbi, Heinz Schnack, Daniele Ferrari Spohr e Fernanda Melonio (a última é que eu conheço). Evento em benefício da APASFA, ajuda mais bichinhos que precisam de apoio.

Bicho de Rua: Le Caffé, Rua Saldanha Marinho, 232, Americano – Lajeado – RS, quinta, dia 20 de novembro, a partir das 18h30.

Para os de Sampa, a oportunidade demora mais dez dias: é o Bazar do Adote um Gatinho, que acontecerá no domingão, dia 30, com direito a muita coisa bacana e ainda comes e bebes. Semana que vem eu falo mais desta outra história.

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protecao animal, Rede Ecoblogs
  • http://amilporhora.net flep

    Como um amante da natureza, sou totalmente a favor de castração. Esse papo de deixar a natureza cuidar disso é conversa de quem não entende de que nós alteramos a natureza, modificamos o meio ambiente totalmente, criamos uma selva de pedra onde os bichos não tem como “cuidarem de si mesmos”, é nossa reponsabilidade já que criamos isso.

    Não vejo a hora de morar num apartamento maior para começar minha pequena família de bichanos, desde que saí da casa da minha irmã que sinto falta deles ^^

  • http://maroma.wordpress.com Ma

    Eles, os bichos, são mais humanos do que nós…
    A minha veio de um abrigo, e eu não poderia ser mais feliz com ela!

  • http://verbeat.org/blogs/facaasuaparte Silvia

    Joaninha querida, é mesmo um assunto controverso! Passaram pela minha casa 4 cães (dois ainda estão aqui) e 2 gatinhos (provisoriamente). Só a poodle acabou não sendo castrada. Até pouco tempo, eu achava que castrar era a oitava maravilha do mundo. Hoje já tenho uma postura mais em cima do muro, confesso.

    Porque eu sei dos benefícios que vêm depois da castração: bichos mais calmos e garantia de que não vão contribuir para a superpopulação. Mas o pós-cirúrgico é chatinho, fora o risco que qualquer cirurgia representa. Será que vale o sofrimento? Tenho uma conhecida que perdeu a cadelinha por conta de choque anafilático depois da cirurgia de castração… :-(

    Mas também a poodle, que não foi castrada (porque quando decidimos ela já tinha uns 6 anos e a veterinária achou que não compensava o risco), sofre até hoje (com 11 anos) a cada cio. Desespero total. Chega a ficar amuadinha pelos cantos. Ou desesperada “se oferecendo” pro cachorrão ou pra gente.

    Já os gatinhos foram castrados com uns dois meses, é nem parecia que tinham passado por uma cirurgia. Foi uma recuperação quase instantânea! Aliás, a recuperação de machos é mais rápida, assim como a de filhotes.

    Como tudo na vida, há que se pesar os prós e contras. :-) E tomar decisões conscientes.

  • http://www.charo.com.br Charô

    Eles são tão maravilhosos quanto os de raça, mas têm uma vantagem: podem ser mais saudáveis! Super recomendo!

  • http://flickr.com/photos/brownreddish Fernanda Melonio

    Adorei seu texto. Aqui em casa temos três bichinhos, uma poodle e duas gatinhas. Uma estava filhotinha na rua, passando fome, quando minha sogra a viu e trouxe pra casa. Depois que esta já estava mais velha, ela acabou adotando outra que estava no abrigo da prefeitura, tb filhotinha vira-lata. A mais velha (Elis), a princípio a estranhou, mas depois a adotou tb e até amamentou! Isso foi um benefício dela não ter sido castrada. O malefício da não-castração nem me veio com a Elis, que tem um cio tranqüilo: mia, como todo gato nessa época, mas nada absurdo. Agora a pequenina Nevasca está vivendo seu primeiro cio e eu estou há três noites praticamente sem dormir, de tanta miadeira… Infelizmente não posso tomar a decisão de castrá-la, ela é a filhinha da minha sogra. Já sugeri a castração, mas ela não curte a idéia. Enfim, vamos sobreviver!

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