20
Oct
2007

Evangelização versus corpo-a-corpo

Maçãs VerdesCena número 1 (18/10) O convite era para encontrar as maçãs verdes. Elas apareceram mesmo – no primeiro minuto do segundo tempo. Na primeira metade, a RMA fez uma boa apresentação sobre Comunicação para empresas – que, espantosamente, incluía as ferramentas “sociais”. É a tal da web 2.0 chegando aqui. Neste novo formato – do qual redes sociais, blogs e wikis são as principais ferramentas – somem emissor e receptor nas pontas da mensagem e surge a colaboração. É algo inovador para uma empresa 100% nacional.

Nós, blogueiros, nos divertimos na platéia, através do twitter. Pena que eles encerraram com um painel onde Marcelo dos Santos (Diretor de marketing da Datasul); Marcelo Condé (Presidente da Spring Wireless); Rodrigo Azevedo (presidente da Comunique-se) e Evanndro Reis (Web 2.0 Expert). Quando perguntei aos Marcelos qual o interesse deles em Social Media e como se atualizaram, a resposta veio com blogs internos e wikis – pontuada pelas palavras controle e medo. A RMA tem um longo caminho pela frente… Sabe o que mais me espantou? O Rodrigo Azevedo, presidente do Comunique-se (um dos maiores portais de comunicação, fornece serviços tanto para jornalistas como às assessorias), que também foi na mesma onda. E a bolha da web 2.0 estourou na nossa cara. De toda forma, a RMA está de parabéns – inclusive por fazer um acompanhamento dos resultados na web, coisa rara.

Phil GomesCena número 2 (19/10) O convite veio por e-mail, com vídeo incluso. Phil Gomes, VP do me2revolution, da Edelman, em passagem relâmpago pelo Brasil, convidou alguns blogueiros para um bate-papo a bordo de um ônibus. Sim, num ônibus! (A forma mais 2.0 de transporte, diziam os cartazes) Fomos dar uma voltinha por Sampa com motorista, isopor cheio de refri, água e suco e sem cobrador. Simpático, noivo da brasileira Letícia, Phil compartilhou conosco (Fugita, Edney, Inagaki, Henrique Martins e Manoel Netto) sua tarefa: usar a mídia social para seus clientes. Contou cases – da Axe, por exemplo – , falou de usos de Facebook, de blogs, da resistência dos clientes em usar ferramentas gratuitas (como o Feedburner)… Delícia pura. Alguém que usa PR2.0 (relações públicas) para realmente chegar ao público, sem medo de ser feliz, como tantas vezes comentam lá no Blog de Guerrilha. E, para completar, a gente fez um piquenique bacana lá na Marquise do Ibirapuera (prejudicados pela tarde fria, mas com lanchinho de primeira).

Conclusões?
Fiquei mais entusiasmada com o Phil do que com as maçãs verdes. Este fã de heavy metal sabe do que está falando – da criação ao gerenciamento das ações. Tive um vislumbre: é possível, sim, incluir ações em “mídia social” no menu corporativo. No Brasil (parece) é isso: um vislumbre. Enquanto isso, cuidado: o Guaraná Dolly pode te seguir no Twitter. :D

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  • http://msoma.wordpress.com mario soma

    Como você bem percebeu, as empresas ainda têm receio em utilizar os sw sociais, mais ainda, compreender e aplicar os conceitos do social media. Esse cenário aumenta ainda mais o nosso desafio no Brasil. O fato relevante é que tivemos a iniciativa e a coragem de começar a fazer algo estruturado. Estou consciente de que surpresas positivas e decepções ainda estão por vir e teremos que conviver o tempo todo com isso, mas tenho a certeza que uma hora vamos alcançar a maturidade necessária para que a indústria local colecione ainda mais boas referências no mundo web.

  • http://www.techbits.com.br Alexandre Fugita

    É sempre assim… o mesmo evento que eu cubro no meu blog, melhor coberto em outro (esse aqui, claro!).

    O texto ficou ótimo, vc conseguiu retratar fielmente o acontecido em ambos os eventos. Legal, preciso aprender com a LadyBug!

  • http://www.ladybugbrazil.com Lucia Freitas

    Mário, nem precisava contar isso, foi exatamente o que eu expressei. Acho que as empresas devem, neste momento, olhar a web de outro lugar: não como ameaça, mas como oportunidade. A revolução está aí, como vocês disseram muito bem. Não há como fugir de fatos. O conteúdo continuará a ser produzido – com ou sem controle. O que é melhor: estar junto e acompanhar o processo ou ser um elemento passivo? A minha opinião é que o melhor é participar. Não adianta nada querer “colecionar boas referências”. Se o serviço for ruim, o usuário vai dizer – tem ferramentas e liberdade para tanto. Nesta altura do campeonato, as alternativas são: entrar ou entrar. O que muda é a forma de entrar na roda e estabelecer relações. Sim, porque estamos falando de relações. Te ajudei? Me conte.
    Fugita, queridíssimo. Este post, confesso, foi inspirado no teu. :D Vi a reunião lá e pensei um jeitim todo meu de contar a história. Você também fez um lindo retrato dos dois eventos, lindamente enriquecido pelas tuas referências e jeito todo pessoal. Confesso: fiquei toda feliz com o elogio. Obrigada!

  • http://www.edelman.com.br Thiane

    Oi Lucia, que bom que acertamos. Ouvir vocês, saber o que vcs esperam, é importantíssimo para melhorar nosso trabalho. Superobrigada pelo apoio e pela presença. Um beijo grande

  • http://www.interney.net/ Edney Souza

    E é por isso que eu nem escrevo Fugita, vc e a Lúcia já fazem isso tão bem :)

  • http://www.ladybugbrazil.com Lucia Freitas

    Oi, Thiane
    Maravilhosa a iniciativa. Adorei conhecer o Phil e a equipe.

    Edney
    estou rolando de rir. Teu texto também é maravilhoso. :D

  • Pingback: Blogueiros em piquenique no parque » Tecnocracia : Estado Tecnológico

  • Mario Soma

    Nossa se ajudou! Como vc disse: “é entrar ou entrar”. Obrigado mais uma vez.

  • Pingback: Seguidores desconhecidos no Twitter » Ladybug Brasil - Sobrevôos, descobertas, achados.

  • Pingback: o longo caminho para chegar ao post #100 « social media club

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